
“(...) Como viver sentindo a passagem do tempo?
Do céu, do purgatório e do inferno ninguém escapa.
Sabem por quê? Porque hoje é carnaval!” (Benito Campos¹)
Quem me chamou foi o Barbosa
Que de curva em curva, perigosa
Me fez esquecer a prosa
E cantar sem violão
Fez companhia Tia Rosa,
Fez também a Maricota,
Que com direita ou com canhota,
Acertou meu coração
Que chora quarta de cinzas
do furdúncio que terminou
Com saudades guardo memórias
De cotias, de amoras
Das quais o Juca² falou
Flor na cabeça e saia de chita
Volto com ar de colombina
Pr'a minha rotina sem serpentina
Na praça, o sussurro das marchas
No ar,
balanço da alma suada
que o corpo carregou
(...)
Todos os deleites,
e as meras lágrimas sem causa,
A perdição melodiada
espelho puro dessa vida,
em feverereiro, parodiada
¹ Em 1984, o artista plástico Benito Campos, um dos fundadores do bloco Juca Teles, improvisou um discurso, decretando aos foliões que tratassem apenas de se divertir.
²Juca Teles: Personagem encarnado pelo poeta Bendito Souza Pinto em festas populares da cidade. Hoje o Bloco Juca Teles é o mais famoso do carnaval de São Luiz do Paraitinga.
2 Somas:
Eu sabia...é claro que você não deixaria de escrever sobre momentos inesquecíveis assim! Só fiquei esperando o barbosa e a curva perigosa (ai, que dor no coração!) para sentir de novo que estamos de volta pra casa...com um gostinho bom de que valeu a pena! Obrigada, linda!
Depois de delícias e confetes, fico sempre assim, meio aerea por alguns dias, semanas, meses... Ou enquanto durarem os estoques.
Te amo bem. Obrigada por fazer de 4dias, uns dos mais felizes dos meus 20 e poucos anos.
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