quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Humano da Silva Gente

Humano da Silva Gente

Gente sangra
E vaza vermelho
Gente chora
A mesma lágrima sem cor

Gente se afoga
E é do mesmo ar de que precisa
Gente ri
E mostra a mesma arcada

Gente dorme
E democraticamente sonha
Gente come
E é a mesma comida que mata a fome


Gente faz amor
... e delira
Gente sente frio, soluça, espirra
se espreguiça

Gente vive
E não quer pela metade
Gente morre
A terra engole sem critério ou piedade

Igualmente diferente
Diferentemente igual
Cada qual com seu um
Cada um com seu qual

No registro: nem branco, nem negro, nem amarelo, nem vermelho
Humano da Silva Gente

3 Somas:

Helena Biscalquin disse...

Juu

eu nem vo consegui escrever aqui do mesmo jeito que vc, né...mas só pra vc ter uma idéia de quanto eu to orgulhosa de vc {to fazendo uma cara aqui que vc nem faz idéia...hehehe..(tipo do papai sabe? de orgulhoso da filha)

vc me deixa cd vez mais orgulhosa e feliz! só de poder ler o que vc escreve (só vc consegue escrever assim ju......e nem é exagero e nem puxa saco de irma hein...)

adorei seu blog e saber que posso ter vc mais perto td dia!

Te amo
sempre

Leninha :)

Livia Rufini disse...

Mto Bom!!
não tava mais podendo acompanhar, mas gostei demais!!

bjuss

Lana Torres (Citrullus lanatus) disse...

Gente sente, gente extravasa, gente encanta, gente se emociona e faz emocionar. Cada um a sua maneira.
Algumas "gentes" - de espécie linda, privilegiada e rara - até fazem poesia! E estes sentem, extravasam, encantam e emocionam ainda mais!
Parabéns, Juuuu!!! Suas poesias são doces, serenas e lindas como você!
Beijos!