quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Convite


Vamos revelarmo- nus; dessincronizar-nos do tempo
Mesmo que somente arranhando a superfície
Num sentimento oceânico de continuidade
Celebrando até os excessos da desmedida vida humana
Mediando desloucamentos
Envolvendo-nos
A ousadia é a mimese cósmica
Quem quer mesmo pateticamente imitar os astros?
Engessemos a vida fastfoodiana
Para dar lugar aos sentidos
À plenitude das sensações
Esvaziemos o descomprometimento cotidiano
O tempo não pára...
Tampouco vale menos do que os nossos relógios...
Vivamos em abundância!